Acordei com a sensação de estar jogando o jogo da vida no modo fácil e perdendo.
Em vez de atirar a frustração às águas do Twitter e esquecer ou esperar biscoito, mastiguei a frase por uns dias. Até que caiu a ficha. Se alguém perde, quem está ganhando?
A gente tende a olhas as coisas do jeito errado, e volto sempre à metáfora da vida como uma dança, do Allan Watts. O objetivo da dança é a própria dança. Você só perde o jogo da vida se enxergá-lo como um jogo, como uma competição.
Claro, não é um botão mágico, não é como se de repente eu conseguisse ser feliz só por causa de um vídeo no Youtube ou de dez minutos de reflexão barata. Mas ajuda a enxergar propósito, a lembrar do mantra que guia minha vida: “você está aqui para aprender”.
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A outra Holambra especial de Natal

Vestes vermelhas
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Coisas que ando fazendo
Além do especial de Natal, acima, saíram mais dois minicontos “A outra Holambra” no jornal daqui:
- Tulipas
- Nicolau de Mira
- Andei fazendo arandelas de MDF para a casa
Tenho conseguido trabalhar muito pouco, que acaba totalmente consumido pelos freelas que pagam em dinheiro.
Recomendações
Bro Culture, Fitness, Chivalry, and American Identity – Patrick Wyman
Sobre como a cultura da forma física se relaciona com épocas de crises incertezas, e a necessidade de controle.
Food Work – Anne Helen Petersen
Sobre comida, gênero, indústria alimentícia, e como “homens que cozinham” nunca tiveram o trabalho de ligar o trabalho doméstico à cultura dominante do que é ser homem.
Why Birds Can Fly Over Mount Everest – Walter Murch
A resposta rápida é porque aves têm duas cavidades diferentes e absorvem oxigênio tanto ao inspirar quanto ao expirar. A resposta longa vale a jornada.
My daughter was a creative genius, and then we bought her an iPhone – Stephanie Gruner Buckley
O título é exagerado? Talvez um pouco. A mudança pode ter vindo com o processo natural de se tornar adolescência? Talvez. Mas penso muito sobre como a tecnologia, enquanto abre tantas portas para a criação, tende a nos tornar mais consumidores que criadores.
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Andei pensando em formatos, redes sociais, e afins. Redes são filtradas por algoritmos, essa minha newsletter muitas vezes não chega por causa dos links em inglês.
Estive pensando: você assinaria para receber conteúdo por whatsapp ou Telegram? O que você acha disso? Se puder manda uma cartinha por e-mail, conversaremos.
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