Este é um daqueles pensamentos que pode soar óbvio ou completamente besta, dependendo de onde você se enquadra na linha “jovem místico <—> cético”.
As palavras que você repete para você mesmo têm poder. Ou, na frase exata da newsletter da J.K. Glei esses dias, “You’re microdosing on your own words every single day” (Você absorve microdoses das suas próprias palavras todos os dias. Se suas palavras são feitiços, o que você tem conjurado?)
O lance é que por tempo demais estive alimentando um discurso interno de insuficiência. Talvez pelo meu ascendente em Peixes — mentira, nem sei meu ascendente, ha-ha.
Neste momento tento desmontar a crença de que, não importa o que eu faça, nunca vai ser o bastante. Sempre falta.
É difícil vibrar abundância em um mundo finamente calibrado para a escassez. É mais fácil vender porcaria para um mundo incapaz de dizer “isso me basta”.
Ficar velho é perder o medo de assumir o seu lado neo-hippie e pensar em energias, vibrações, e principalmente, ver o que dá pra mudar disso aí. Tentar me convencer de que:
- O número que cai em minha conta todo mês não retrata o meu valor como homem.
- ISSO (tudo) é o suficiente.
- O mundo é abundante. Eu mereço receber pelo trabalho e energia que coloco no mundo.
Não é fácil reconstruir o discurso interno que me encheu de porrada tanto tempo. Chegar aos 40 é continuar trabalhando naquilo que é minha linha-mestre na vida, de me tornar um bom ancestral.